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22 agosto 2011

Rir ainda é o melhor remédio

Como nasci no fim da década de 70, vivi parte da infância nos anos 80. E posso dizer que essa década foi fantástica. Nessa época eu ainda era filho único (meu irmão nasceu apenas em 86, dez anos depois de mim). Tinham poucas crianças na minha rua. Meus primos moravam longe, então minha companhia preferida era a televisão. Claro que existiam muitas brincadeiras, mas a televisão era a porta de entrada para que eu me comunicasse com o mundo exterior e criasse o meu próprio mundo imaginário. Será que é por isso que hoje trabalho com televisão? rs.

Foi ali que conheci o palhaço e o circo. Quem nunca quando criança não quis ir embora com o circo? Quem nunca se encantou com esse mundo mágico? Quem nunca riu com o palhaço e suas inocentes piadas? Também me lembro qual dos inúmeros filmes dos Trapalhões era o meu preferido: "Os saltimbancos trapalhões." Talvez porque eram personagens humildes, maltrapilhos, tinham somente a roupa do corpo e aquilo era suficiente pra eles. Talvez porque mesmo com toda aquela simplicidade e dificuldade da vida ainda riam, e faziam os outros rirem. O palhaço sempre está feliz, mesmo quando está triste.

E nesse final de semana, tive a oportunidade de assistir bem de pertinho um espetáculo do Grupo Zibaldoni de Ribeirão Preto, a convite da Escola Criança e Cia, onde minha filha Julia estuda. O evento aconteceu no Teatro Minaz em comemoração ao Dia dos Pais, destinado para pais e alunos do colégio.  Nesse espetáculo, Gran Circo Internazionale e a saga dos heróis desconhecidos,  os atores são Lucas e Neto, que deram um show fazendo com que pais e crianças, soltássemos altas gargalhadas. Ainda participam do Zibaldoni Léo, que também é ator, e Anna, que é produtora de todos os espetáculos do grupo.

Pude conhecer mellhor o trabalho do Grupo Zibaldoni no ano passado, onde minhas alunas de jornalismo da Barão de Mauá produziram um documentário para o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) com o título: "Lona de Céu", um documento sobre o trabalho do grupo nas favelas de Ribeirão. Para quem se interessar, segue o link do documentário abaixo.


Orientando o trabalho e participando da finalização do mesmo, pude perceber o quanto é verdadeira a frase que diz que "rir ainda é o melhor remédio para muitos problemas", principalmente os de saúde e os sociais. Parabenizo aqui mais uma vez essa dupla que dedica a vida ao riso. Tenham certeza que vocês são tão importantes para a vida das pessoas como os médicos. Usando a menor máscara do mundo, que é o nariz do palhaço como vocês mesmo dizem, vocês fazem com que os espectadores tirem suas próprias máscaras e voltem a sorrir, como simples crianças que foram um dia. 

14 agosto 2011

PAI - O verdadeiro super herói

Para mim ser pai é como estar vestindo a armadura do Homem de Ferro 24 horas por dia. É ser um super herói, invencível, inquebrável, imbatível, aquele "ser" que minhas filhas podem contar para resolver qualquer parada...
Também é bancar o professor sempre. Ensinar, indicar o caminho, cuidar, enxugar as lágrimas e dizer que o erro é apenas o início do acerto... É acima de tudo ser humano, o melhor dos seres humanos.

Julia
É ser criança, pisar no chão com elas, ficar sujo de terra, molhado com a mangueira, lambuzado de chocolate, com as mãos cheias de tinta de canetinha... É rir de qualquer bobeira e ainda chorar assistindo Shrek pela décima vez. 
É lembrar que elas mudaram tudo na minha vida! O rumo, o eixo, o norte e ainda assim, faria tudo de novo e daria uma vida inteira só para ter um minuto da minha existência com cada uma delas.
E quando eu acho que sou eu o único responsável pela felicidade delas, elas me mostram que estou enganado. Depois de um dia de trabalho cansativo e cheios de problemas, chegar em casa depois das 23 horas e encontrar dois sorrisos maravilhosos pra mim, muda tudo e mostra o quanto sou pequeno diante do infinito e puro amor que as duas tem por mim.

Mariana
Essas duas cenas do filme Crash significam muito pra mim. Ainda choro ao revê-las. No filme, o pai da garotinha dá de presente a ela a sua "capa protetora", para protegê-la todas as noites do mal. E quando ele está em perigo, a primeira coisa que ela lembra é que a capa não está com ele e corre para protegê-lo.
Todas as noites cubro elas com minha capa super protetora e o manto de Nossa Senhora. Ainda que essa capa não exista de verdade, sei que elas estarão infinitamente envoltas com todo o meu amor para todo o SEMPRE.

JULIA E MARIANA PAPAI E MAMÃE AMAM VOCÊS! Desde que vocês eram um "cisquinho" pequenino dentro daquela barriguinha. Um milhão de beijos bem gostosos!